Ninguém vai entender nada quando eu disser, ninguém nunca vai compreender o tamanho desse amor que eu tenho por essa pessoa que me enforca carinhosamente na foto. Pra falar a verdade, nem eu entendo.
Eu te amo tanto, Maria, que a única vontade que tenho é de me pendurar em você por um dia inteiro como uma macaca, me pendurar pra nunca mais soltar. rsrsrsrs Esmagar tuas bochechas como toda tia faz, encostar a cabeça no seu colo e tentar ficar o máximo de tempo até que você resolva se remexer na cadeira pra falar.
Toda vez que te abraço, sinto o seu perfume e penso "tomara que fique comigo até eu chegar em casa...", ou então "por que que ela não pode ficar falando só comigo pro resto da vida dela? Meu Deus, é tão linda!" Sei lá da onde veio isso tudo, cara, e muito menos quando começou. Acho bem interessante isso, mas tem algumas pessoas na minha vida que não conheço há tanto tempo assim e parece que já nos conhecemos de outras datas. Você é uma delas. E olha que eu nunca fui dessas garotinhas carinhosas demais, que adoram distribuir "eu te amo" pra várias pessoas ao mesmo tempo ou dessas que se sentem a vontade abraçando quem não conhece direito. Sempre fui um pouco fria com essas coisas, talvez por medo de me decepcionar com as pessoas, como de costume.
Realmente, não entendo da onde veio tanto amor por você, mas quem disse que preciso entender? Eu só peço a Deus que você se sinta bem todos os dias, que se sinta gostada por uma menina que tá começando a conhecer o mundo agora, e sente uma das coisas mais lindas quando está do seu lado. Do SEU lado, Mariazinha. Sabe qual é a palavra que me vem a cabeça quando lembro de você? Felicidade. É a mistura do seu sorriso com o frio na minha barriga quando te encontro, a tremedeira, o nervosismo, a segurança que você me passa, a vontade de me pendurar em você como uma macaca e esmagar tuas bochechas...rsrsrs
Se um dia eu crescer, quero ser igual a você.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Me arrependi
Me arrependi por não ter ficado abraçadinha com você quando tudo acabou, olhando nos teus olhos e desejando que você não fosse. Por dentro, eu não queria que você fosse. Mas não me permiti, logo mandei você caçar teu rumo que já era dia, afastando assim qualquer chance de eu começar a me apaixonar por alguém que tava indo embora. Fiz certo, mas me arrependi.
Sou dessas
Oi. Hoje resolvi me apresentar a vocês.
Sou dessas que odeiam granola. Minha mãe pediu que eu pesquisasse no google os benefícios da granola, então percebi o quão saudável é esse trequinho cheio de coisa estranha dentro, e o quanto eu odeio essa bendita granola. Também odeio frutas, qualquer tipo delas. Maçã, banana (estou vomitando agora, só de lembrar da banana amassada que era obrigada a comer quando pequena, ou das inúmeras vitaminas que me enfiavam goela abaixo antes de ir brincar na rua.), sei lá, odeio frutas no geral.
Sou dessas que ficam até tarde acordadas porque precisam pensar, formular perguntas bem complexas em sua cabeça pra depois ficar sem resposta. Sou um pouco fria às vezes, mas juro que não é por querer, é mais por falta de paciência com gente que não me entende. E por quê deveriam entender?
Sou dessas que amam música boa. Los Hermanos, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Criolo, The Kooks, Arctic Monkeys, The Smiths, Jack White, Black Keys, Legião Urbana, John Mayer, Janis Joplin, Cícero, Radiohead, Silva, Los Bife, Cartola, Vinícius, Zeca Baleiro, Leoni, Disclosure e taaaaaaaanta coisa que eu não faço ideia a essa altura do campeonato.
Sou dessas que se apaixonam fácil pelas pessoas que não deveria me apaixonar, e cago pra quem corre atrás de mim. Não tenho saco, I'm not Santa C., ok? Meu coração também tem o péssimo hábito de se cansar das pessoas. Não importa se você foi a minha melhor amiga, o meu cãozinho ou o meu urso, um dia eu vou me cansar de você e vou te esquecer por um tempo. Não é tão horrível quanto parece, mas acho que faz parte da vida seguir em frente. Não gosto dessa coisa de "pra sempre". "Pra sempre" é muita coisa, meu rapaz, vamos viver o agora! Come on! Agora eu te amo, amanhã já não sei. Talvez seja por isso que até hoje eu não tenha encontrado nenhuma pessoa capaz de me fazer mudar o relacionamento no facebook, é muito complicadinha essa garota. Foda-se, vou levando assim e vou sendo feliz, sem precisar agradar ninguém.
O problema é que quando amo, amo pra valer, é tudo ou nada. Por isso, se você tá lendo isso, se sinta bem amado por mim, porque mesmo se eu não te conhecer já vou estar te amando pelo simples fato de ter parado por alguns minutos a sua vida agitada para ler esse texto sem finalidade alguma. Eu te amo porque você é meu irmão aos olhos de Deus e não nasci pra odiar ninguém (só os muitos chatos que não se tocam, esses eu não tenho paciência). Sou dessas que precisam escrever sem ter um rumo, como se você estivesse numa roadtrip com uma grande amiga numa kombi, sem nenhum carro além do seu veículo vintage de listras azuis. Tô me sentindo num veículo vintage de listras azuis, mano, e só sinto o vento na minha cara.
Queria abraçar pessoas que estão longe e dizer muita coisa a elas, face to face. Queria que sexta-feira chegasse logo, o meu primeiro carnaval na cidade maravilhosa!!!!! Espero curtir tanto que o cara do trio elétrico vai me olhar lá de cima e gritar no microfone "FAÇAM COMO AQUELA DALI! DANCEM COMO SE O MUNDO FOSSE ACABAR COM O CARNAVAL!".
Sou dessas que não fazem a menor ideia do que vão fazer da vida, pois não passaram no vestibular no ano em que deveriam. Quero trabalhar, juntar uma grana e me mandar quando estiver pronta. Depois eu volto, claro, e levo minha mãe comigo. O mundo é tão grande, pra que ficar num lugar só? Quero aprender a surfar, pegar muita onda, levar muito caxote (afinal, sou eu né), andar muito de longboard e sentir as vibes mais fodásticas possíveis. É muito querer pra pouco quiprocó. Vou fazer tudo isso, só tô esperando completar 18 anos (faltam 20 dias). É sério!
Sou dessas que perderam o sono e tão aqui escrevendo. Sou dessas, prazer.
Sou dessas que odeiam granola. Minha mãe pediu que eu pesquisasse no google os benefícios da granola, então percebi o quão saudável é esse trequinho cheio de coisa estranha dentro, e o quanto eu odeio essa bendita granola. Também odeio frutas, qualquer tipo delas. Maçã, banana (estou vomitando agora, só de lembrar da banana amassada que era obrigada a comer quando pequena, ou das inúmeras vitaminas que me enfiavam goela abaixo antes de ir brincar na rua.), sei lá, odeio frutas no geral.
Sou dessas que ficam até tarde acordadas porque precisam pensar, formular perguntas bem complexas em sua cabeça pra depois ficar sem resposta. Sou um pouco fria às vezes, mas juro que não é por querer, é mais por falta de paciência com gente que não me entende. E por quê deveriam entender?
Sou dessas que amam música boa. Los Hermanos, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Criolo, The Kooks, Arctic Monkeys, The Smiths, Jack White, Black Keys, Legião Urbana, John Mayer, Janis Joplin, Cícero, Radiohead, Silva, Los Bife, Cartola, Vinícius, Zeca Baleiro, Leoni, Disclosure e taaaaaaaanta coisa que eu não faço ideia a essa altura do campeonato.
Sou dessas que se apaixonam fácil pelas pessoas que não deveria me apaixonar, e cago pra quem corre atrás de mim. Não tenho saco, I'm not Santa C., ok? Meu coração também tem o péssimo hábito de se cansar das pessoas. Não importa se você foi a minha melhor amiga, o meu cãozinho ou o meu urso, um dia eu vou me cansar de você e vou te esquecer por um tempo. Não é tão horrível quanto parece, mas acho que faz parte da vida seguir em frente. Não gosto dessa coisa de "pra sempre". "Pra sempre" é muita coisa, meu rapaz, vamos viver o agora! Come on! Agora eu te amo, amanhã já não sei. Talvez seja por isso que até hoje eu não tenha encontrado nenhuma pessoa capaz de me fazer mudar o relacionamento no facebook, é muito complicadinha essa garota. Foda-se, vou levando assim e vou sendo feliz, sem precisar agradar ninguém.
O problema é que quando amo, amo pra valer, é tudo ou nada. Por isso, se você tá lendo isso, se sinta bem amado por mim, porque mesmo se eu não te conhecer já vou estar te amando pelo simples fato de ter parado por alguns minutos a sua vida agitada para ler esse texto sem finalidade alguma. Eu te amo porque você é meu irmão aos olhos de Deus e não nasci pra odiar ninguém (só os muitos chatos que não se tocam, esses eu não tenho paciência). Sou dessas que precisam escrever sem ter um rumo, como se você estivesse numa roadtrip com uma grande amiga numa kombi, sem nenhum carro além do seu veículo vintage de listras azuis. Tô me sentindo num veículo vintage de listras azuis, mano, e só sinto o vento na minha cara.
Queria abraçar pessoas que estão longe e dizer muita coisa a elas, face to face. Queria que sexta-feira chegasse logo, o meu primeiro carnaval na cidade maravilhosa!!!!! Espero curtir tanto que o cara do trio elétrico vai me olhar lá de cima e gritar no microfone "FAÇAM COMO AQUELA DALI! DANCEM COMO SE O MUNDO FOSSE ACABAR COM O CARNAVAL!".
Sou dessas que não fazem a menor ideia do que vão fazer da vida, pois não passaram no vestibular no ano em que deveriam. Quero trabalhar, juntar uma grana e me mandar quando estiver pronta. Depois eu volto, claro, e levo minha mãe comigo. O mundo é tão grande, pra que ficar num lugar só? Quero aprender a surfar, pegar muita onda, levar muito caxote (afinal, sou eu né), andar muito de longboard e sentir as vibes mais fodásticas possíveis. É muito querer pra pouco quiprocó. Vou fazer tudo isso, só tô esperando completar 18 anos (faltam 20 dias). É sério!
Sou dessas que perderam o sono e tão aqui escrevendo. Sou dessas, prazer.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Rio de Janeiro: terra de ninguém
É incrível como o Rio de Janeiro pode ter várias caras. Outro dia peguei um ônibus na Central para o Jardim Botânico e simplesmente vi de tudo. Já na Central do Brasil, famosa pelo filme do Walter Salles com a Fernanda Montenegro, você se depara com uma galera bem esquisitinha. É o centro do Rio, você queria o quê? Beleza, entrei no 438 Leblon e larguei minha vida na mão de Deus. Costumo falar assim porque quando se vive nessa cidade, você está sujeito a tudo. Não tem como correr.
Enquanto passávamos pelo Aterro do Flamengo, meu ônibus parou num sinal (outra coisa interessante são esses artistas de rua que fazem de um tudo enquanto o semáforo sinaliza o vermelho. Não temos isso em Angra.). Mas voltando... Não sei porquê, resolvi olhar para o ônibus vizinho pela janela e procurar alguém de interessante para dar uma geral, afinal, não estava fazendo nada mesmo. Foi quando de repente percebi que uma menina, sentada ao lado do motorista do ônibus vizinho me comia com os olhos de uma maneira em que eu nunca havia experimentado antes. Senti umas coisas estranhas, tentei decifrar o que seu olhar queria me dizer, mas não consegui. A garota tinha cabelos loiros meio desgrenhados, pele branca, bolsa de marca, roupa de patricinha da zona sul. Por que me olhava tanto? Aonde queria chegar com aquilo? E esse sinal que não abre? Mas eu não quero que abra, quero entender o que ela quer.
Por fim, meu ônibus finalmente deu partida e eu nunca mais encontrei com a misterious girl de novo. Cheguei no Jardim Botânico, esbarrei com alguns artistas, coisa boba, nada de mais. Um diretor de um filme que adoro, jornalistas que admiro ao cubo e pessoas finas pela rua. Na volta para a Ilha, onde moro, fui para a Central de novo e peguei o 328 (talvez, não lembro) que vai pela Avenida Brasil. Aí é a hora crítica de ser carioca. É na Avenida Brasil que mora o Rio que nenhum carioca enche o peito pra falar em público. A maldita cracolândia ali pelo caracol, chegando na entrada da Ilha e no fundão onde os marginalizados se amontoam para acabar com o deslumbramento de um exímio morador dessa cidade suja.
Meu busão fez uma parada num ponto onde há a maior concentração de "cracudos" de toda essa cidade, e eu, esperta que sou, só fiquei observando pela janela o que rolava lá fora. Criança se drogando, mulher grávida, gente jogada pelo chão, um carinha roubando alguma coisa, outro passando no meio da Avenida mais movimentada do Rio... É chocante. Depois de muito conflito interno, percebi mais uma vez que apesar de tudo, era eu que estava sendo observada. Uma mulher alta, pele negra, os olhos mais escuros que eu já havia encarado, e mais profundos também. Tinha a blusa rasgada e suja como se tivesse acabado de sair de um filme apocalíptico. Me fitou pela fiel eternidade em que meu ônibus havia se perdido, e eu a acompanhei no jogo de olhares. Aonde ela queria chegar com aquilo? Eu havia acabado de chegar de um mundo onde bistrôs e restaurantes com cardápio em francês eram rotina para a maioria, e em menos de uma hora estava na frente de alguém que não tinha absolutamente nada além do seu próprio olhar. E ela não abria mão disso. Queria me matar, talvez. Era olhar de raiva. Por que me odiava tanto se nem me conhecia? E se os papéis fossem invertidos e eu estivesse em seu lugar? Também sentiria raiva?
Finalmente, meu ônibus deu partida e levei o resto da viagem inteira pensando no meu dia.
Cheguei em casa com as duas mulheres na cabeça. Duas pessoas tão distintas, mas que não deixam de fazer parte de um mesmo lugar, uma mesma cidade.
Bem vindo ao Rio de Janeiro! Terra de todos, terra de ninguém.
Enquanto passávamos pelo Aterro do Flamengo, meu ônibus parou num sinal (outra coisa interessante são esses artistas de rua que fazem de um tudo enquanto o semáforo sinaliza o vermelho. Não temos isso em Angra.). Mas voltando... Não sei porquê, resolvi olhar para o ônibus vizinho pela janela e procurar alguém de interessante para dar uma geral, afinal, não estava fazendo nada mesmo. Foi quando de repente percebi que uma menina, sentada ao lado do motorista do ônibus vizinho me comia com os olhos de uma maneira em que eu nunca havia experimentado antes. Senti umas coisas estranhas, tentei decifrar o que seu olhar queria me dizer, mas não consegui. A garota tinha cabelos loiros meio desgrenhados, pele branca, bolsa de marca, roupa de patricinha da zona sul. Por que me olhava tanto? Aonde queria chegar com aquilo? E esse sinal que não abre? Mas eu não quero que abra, quero entender o que ela quer.
Por fim, meu ônibus finalmente deu partida e eu nunca mais encontrei com a misterious girl de novo. Cheguei no Jardim Botânico, esbarrei com alguns artistas, coisa boba, nada de mais. Um diretor de um filme que adoro, jornalistas que admiro ao cubo e pessoas finas pela rua. Na volta para a Ilha, onde moro, fui para a Central de novo e peguei o 328 (talvez, não lembro) que vai pela Avenida Brasil. Aí é a hora crítica de ser carioca. É na Avenida Brasil que mora o Rio que nenhum carioca enche o peito pra falar em público. A maldita cracolândia ali pelo caracol, chegando na entrada da Ilha e no fundão onde os marginalizados se amontoam para acabar com o deslumbramento de um exímio morador dessa cidade suja.
Meu busão fez uma parada num ponto onde há a maior concentração de "cracudos" de toda essa cidade, e eu, esperta que sou, só fiquei observando pela janela o que rolava lá fora. Criança se drogando, mulher grávida, gente jogada pelo chão, um carinha roubando alguma coisa, outro passando no meio da Avenida mais movimentada do Rio... É chocante. Depois de muito conflito interno, percebi mais uma vez que apesar de tudo, era eu que estava sendo observada. Uma mulher alta, pele negra, os olhos mais escuros que eu já havia encarado, e mais profundos também. Tinha a blusa rasgada e suja como se tivesse acabado de sair de um filme apocalíptico. Me fitou pela fiel eternidade em que meu ônibus havia se perdido, e eu a acompanhei no jogo de olhares. Aonde ela queria chegar com aquilo? Eu havia acabado de chegar de um mundo onde bistrôs e restaurantes com cardápio em francês eram rotina para a maioria, e em menos de uma hora estava na frente de alguém que não tinha absolutamente nada além do seu próprio olhar. E ela não abria mão disso. Queria me matar, talvez. Era olhar de raiva. Por que me odiava tanto se nem me conhecia? E se os papéis fossem invertidos e eu estivesse em seu lugar? Também sentiria raiva?
Finalmente, meu ônibus deu partida e levei o resto da viagem inteira pensando no meu dia.
Cheguei em casa com as duas mulheres na cabeça. Duas pessoas tão distintas, mas que não deixam de fazer parte de um mesmo lugar, uma mesma cidade.
Bem vindo ao Rio de Janeiro! Terra de todos, terra de ninguém.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Sendo infinita
Me mudei para o Rio em 2012, com 17 anos cursando o último ano do Ensino Médio. Poderia ter esperado até entrar na faculdade no ano seguinte, mas devido a um turbilhão de problemas familiares, essa foi a única saída. Deixei para trás meus melhores amigos, minha cidade do interior do Estado e vim para uma grande cidade abarrotada de gente e mais problemas. Quando cheguei, não esperava algo pior para acontecer na minha vida. Sem amigos, sem televisão a cabo (consequentemente, sem estúdio i e maria), sem internet, sem livros, sem privacidade, sem certeza de nada. Meu primeiro dia na escola foi do tipo mais estranho. Nunca havia estado em um lugar em que realmente nunca havia conhecido, e claro, todos olhavam para mim. Na minha cabeça era assim que funcionava. Então cheguei na sala, sentei num canto e comecei a observar um grupinho na fileira do outro lado. Uma menina com uma cara bem interessante com mais dois garotos. Enquanto riam, a única coisa que eu pensava era na certeza de que seria amiga dessas pessoas.
Os meses passaram mais rápido do que eu imaginava, e fui me adaptando aos novos costumes de pouco aos poucos. A saudade dos meus amigos de Angra apertava a cada dia mais, principalmente quando lembrava o quão perfeitos eles são pra mim, e como nos encaixávamos bem no fato de não termos nada a ver com o que esperavam que fossemos. No meu próprio tempo, fui descobrindo o grande porquê de o destino ter feito com que eu me mudasse dessa maneira ão rápida. Era preciso sair da zona de conforto para conhecer o novo, arriscar no incerto, o tiro tem que valer a pena no final das contas. É necessário pular da pedra mais alta, mesmo que no meio do caminho o medo de morrer se torne maior do que a vontade de fazer alguma coisa e viver de verdade. É preciso ter coragem por alguns segundos pra falar o que quiser, beber o que quiser, gritar o que quiser e beijar quem você quiser.
Hoje, posso dizer com confiança que estou no caminho certo, e esses probleminhas que a vida nos impõe são fundamentais para a construção de quem vamos nos tornar daqui a dez, ou vinte anos. Sei muito bem o que quero, mas não quero que essa certeza se transforme em algo que eu nunca quis.
Bom, só sei que estou muito feliz, de um jeitinho que eu nunca fiquei antes. Existem muitas formas pra ser feliz, e essa é bem gostosa, a tal da autoestima. Independente do que vão achar, eu sei o que está sendo bom pra mim nesse momento, e quer saber? Tá dando muito certo! Auto-descobrimento. Coragem. Tudo isso é muito foda, nada é fácil, mas como o bacana da coisa é arriscar, estou no lucro.
Assistam o filme!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
o ato "comer"
a melhor hora do dia é quando estamos comendo. não importa o que, ou quem.
comer é sempre bom.
comer arroz e feijão, comer salada, comer frango, comer sanduíche, comer batata ou a vizinha do prédio.
comer é sempre bom.
comer novas ideias, novas bandas, novos artistas, novos livros, novas futilidades, novos rumos.
comer é sempre muito bom.
e se alguém lhe disser que está gordo e que precisa parar de comer, não o faça! não dê ouvidos a essa gente magra e infeliz.
coma o quanto puder, porque comer é sempre bom. comer é bom demais!
comer é sempre bom.
comer arroz e feijão, comer salada, comer frango, comer sanduíche, comer batata ou a vizinha do prédio.
comer é sempre bom.
comer novas ideias, novas bandas, novos artistas, novos livros, novas futilidades, novos rumos.
comer é sempre muito bom.
e se alguém lhe disser que está gordo e que precisa parar de comer, não o faça! não dê ouvidos a essa gente magra e infeliz.
coma o quanto puder, porque comer é sempre bom. comer é bom demais!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Redação ENEM 2012. Título: "Brazilian way of life": o fenômeno da imigração no Brasil
É indubitável o fato de que o Brasil passa por constantes transformações no cenário político mundial. Desde a administração portuguesa, passando pelo início da República, até os dias atuais, o país vivencia uma verdadeira gangorra financeira, da qual colapso e ascensão caminham juntamente.
Proveniente de tais fatos, o movimento imigratório para o Brasil cresce à medida que se formula um planejamento conjuntural, e o desenvolvimento socioeconômico toma deveras proporções. Partindo da ótica de quem vive em um país emergente, ao mesmo tempo em que a imigração se torna fundamental para a construção da identidade cultural de um povo, também pode acarretar a sérios problemas sociais.
Analisando a vinda dos europeus para o país da ordem e do progresso no início do século passado, é possível afirmar a busca por melhores condições de vida, e a esperança de mudança no plano trabalhista. Entretanto, o "bum" populacional fez com que estrangeiros recém-chegados sofressem não apenas com a exploração do trabalho e as péssimas condições estruturais do campo, mas sobretudo, pela ilusão de uma terra prometida.
Passando aos dias atuais, percebemos a forte entrada de imigrantes de países vizinhos como Haiti, e até mesmo da Europa - desnorteados em meio a crise devastadora deste ano - em prol da oportunidade de uma estabilidade econômica no Brasil. Hoje, o país do futebol, carnaval e mulheres bonitas serve como vitrine para as superpotências e nações abaladas recentemente. Fruto da exposição exacerbada do "brazilian way of life", formamos uma nova parcela de habitantes, acostumada a acolher de forma sempre hospitaleira o problema e as consequências disso em nossa falta de infra-estrutura adequada.
Por fim, conclui-se que o fenômeno da imigração só se torna viável quando o desenvolvimento se concretiza, substituindo a precariedade circunstancial de uma região. A solução para o embate ainda presente entre ser a favor ou não deste processo de transição, é facilitar a entrada de estrangeiros em território nacional,(a partir do momento em que o país se veja obrigado a implantar novas medidas de infra-estrutura) e, sobretudo, o reconhecimento desse processo como símbolo de uma construção cultural, em uma estância democrática.
(Luani Mendes)
Proveniente de tais fatos, o movimento imigratório para o Brasil cresce à medida que se formula um planejamento conjuntural, e o desenvolvimento socioeconômico toma deveras proporções. Partindo da ótica de quem vive em um país emergente, ao mesmo tempo em que a imigração se torna fundamental para a construção da identidade cultural de um povo, também pode acarretar a sérios problemas sociais.
Analisando a vinda dos europeus para o país da ordem e do progresso no início do século passado, é possível afirmar a busca por melhores condições de vida, e a esperança de mudança no plano trabalhista. Entretanto, o "bum" populacional fez com que estrangeiros recém-chegados sofressem não apenas com a exploração do trabalho e as péssimas condições estruturais do campo, mas sobretudo, pela ilusão de uma terra prometida.
Passando aos dias atuais, percebemos a forte entrada de imigrantes de países vizinhos como Haiti, e até mesmo da Europa - desnorteados em meio a crise devastadora deste ano - em prol da oportunidade de uma estabilidade econômica no Brasil. Hoje, o país do futebol, carnaval e mulheres bonitas serve como vitrine para as superpotências e nações abaladas recentemente. Fruto da exposição exacerbada do "brazilian way of life", formamos uma nova parcela de habitantes, acostumada a acolher de forma sempre hospitaleira o problema e as consequências disso em nossa falta de infra-estrutura adequada.
Por fim, conclui-se que o fenômeno da imigração só se torna viável quando o desenvolvimento se concretiza, substituindo a precariedade circunstancial de uma região. A solução para o embate ainda presente entre ser a favor ou não deste processo de transição, é facilitar a entrada de estrangeiros em território nacional,(a partir do momento em que o país se veja obrigado a implantar novas medidas de infra-estrutura) e, sobretudo, o reconhecimento desse processo como símbolo de uma construção cultural, em uma estância democrática.
(Luani Mendes)
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