sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Enseada




Um documentário extremamente impactante, dirigido por Louie Psihoyos e com participação principal de O’Barry Richard, o doc. aborda o massacre praticado por pescadores de golfinhos, na cidade de Taiji, Japão. Os pescadores alegam que a prática vem da tradição de seu povo, mas a pergunta levantada é:"Se é tradição, como a população não é ciente do que acontece?".
Utilizando equipamentos escondidos para investigar o que se passa na ilha, a equipe de jornalistas e ativistas descobre o aterrorizante crime contra os golfinhos, que acontece todo ano, no mês de Setembro.
"The cove" é vencedor do oscar de melhor documentário de 2009, e caracteriza-se como uma amostra muito bem elaborada de um dos maiores massacres cometidos a natureza marinha. Eu recomendo.

domingo, 27 de março de 2011

Indispensável na sua lista de filmes



Cisne Negro (Black Swan)
A primeira vista pode parecer um filme sobre balé, mas ao longo da trama, percebe-se um grande, e bem sucedido empenho na maioria das áreas. Dirigido por Darren Aronofsky, a produção se baseia em Nina (Natalie Portman). Uma jovem bailarina que está prestes a concorrer pelo papel principal da montagem "O Lago dos Cisnes". Devido aos seus excessivos esforços em aprimorar sua técninca, Nina se vê presa a sua mente, gerando confrontos paranóicos entre o que é a realidade, e o que é fruto de sua imaginação.
Como antes dito, não é apenas um filme sobre dança. Resultado de uma maravilhosa beleza estética, Cisne Negro é um daqueles filmes que nos fazem ter cada vez mais, admiração por certos tipos de diretores americanos e suas brilhantes ideias, como Aronofsky. A atuação de Natalie Portman deve ser apreciada tal como a magnitude do filme, o que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz nesse ano (2011).
O elenco também é composto por Mila Kunis (Lily), o francês Vincent Cassel(Thomas Leroy), Winona Ryder(Beth MacIntyre) e Barbara Hershey(mãe da Nina).
Um filme brilhante, com uma linda e artística produção. Super recomendo!

Por: Luani Mendes
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. Clarice Lispector


quinta-feira, 24 de março de 2011

Estudantes em Brasília protestam a favor de reajuste do PIB na educação.



Achei incrível a determinação dos cinco mil estudantes que se comprometeram a reivindicar pelos direitos á melhorias na educação, a partir do ano de 2011. A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, se reuniram hoje (quinta-feira) para manifestar pacíficamente sobre o reajuste no investimento do PIB, sobre a área educacional. Os estudantes defendem que 10% do Produto Interno Bruto, e pelo menos 50% dos fundos sociais adquiridos pelo pré-sal, sejam direcionados a essa área. Não tenho dúvidas que a educação hoje no Brasil é precária se comparada ao alto nível de desenvolvimento alcançado pelo país ao longo dos anos, mas como cuidar de todos os pontos, se todos no final acabam ligados a um só?
Será que eles não enxergam que está tudo relacionado a falta de estrutura educacional na qual o país se encontra? Altas taxas de desemprego, violência, e até mesmo na área da saúde.
Eu acho que se pudéssemos realmente investir com tudo na educação do brasileiro, não teríamos tantos problemas, que na maioria das vezes poderiam ter solução mais efetiva, se houvesse um melhor planejamento do Governo.
Só sei que admiro a manifestação do povo quanto a causa, e apoio. Afinal, é o meu futuro e o de milhões de jovens que está em jogo.

Por: Luani Mendes

(A informação foi retirada do site do Jornal "O Globo", mas o pensamento e a tentativa de refletir sobre o assunto foi da autora do texto. Se quiser ler a informação na íntegra o endereço é http://t.co/mJ8Y2kh
A foto foi tirada do site "Perfil News" http://www.perfilnews.com.br/brasil-mundo/estudantes-fazem-manifestacao-em-frente-ao-congresso)

terça-feira, 22 de março de 2011

Destino repressor

Não aguento mais. Quero fugir, pra onde ninguém me encontre. Me esconder no buraco mais profundo da Terra. Sentada na cama, ouço o barulho das balas encontrando os carros, vidros e janelas. Pelo buraco feito na parede do meu quarto na semana passada, vejo com medo a fúria deplorável com que os homens vestidos de verde e turbante na cabeça pisam e chutam um homem que pelo infortúnio da vida, passara pela rua. Essa é a vida que tenho hoje. Não posso sair de casa, não posso ir para a escola, fui proibida de ir ao mercado, um dos únicos lugares que tinha prazer em ir quando mamãe me mandava. Se fechar bem os olhos, ainda consigo sentir o gosto doce da bala açucarada que Khuzaymah costumava me dar. Infelizmente não consigo me lembrar de um dia que tivesse respirado o ar puro de meu país, e tivesse dito: "Eu sou livre!",Tanto através da repressão vivida pelo lado de Gaddafi, tanto pelas tamanhas regras impostas por minha família. Tia Farihah nos contou que seu filho mais velho, Ghassan, levou um tiro enquanto protestava. A bala perfurou a perna, mas ele já está bem. Ghassan apoia o movimento Rebelde da Líbia, e constantemente era chamado para os conflitos. Já sua filha de 3 anos,Amal, não deu tanta sorte. Enquanto brincava com sua única boneca sem um dos braços, no pequeno cômodo que poderia se chamar de sala, três homens entraram na casa e atiraram em tudo que viram, incluindo a garota, que mal sabia o que estava acontecendo. Semanas depois, foi descoberto que os homens que invadiram a casa de tia Farihah eram das forças Aliadas a Gaddafi. Todos ainda estão chocados com o acontecido, mas nada se pode fazer com relação a tal atrocidade no momento. Eu queria que tudo isso parasse, que eu não tenha que me preocupar em ser morta enquanto ando na rua, e sim qual prova terei no dia seguinte. Queria que tempos de paz voltassem a reinar sobre nossa nação. Queria ser uma ocidental. Estudar fora, e não ter mais que usar burca. Papai diz que estou louca, que devo casar com quem ele escolher e viver para meu marido. Não quero isso, quero ser livre! Mas do que adianta se conseguirmos a liberdade de expressão nas ruas, quando dentro de nossas casas continuamos oprimidos pela tradição? Quero sair no mundo. Pelo menos lá, eles parecem estar melhores que aqui.

Ahlam Khan.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aquela Madrugada


Ninguém me deixa escrever, ninguém me deixa pensar. Ninguém me deixa.
No silêncio da madrugada, apenas nele encontro o melhor que a vida é capaz de produzir.
O silêncio dos inocentes, o silêncio da humanidade, a paz de espírito que cada um procura, a paz de espírito que eu sempre procurei. Achei. Acho que achei.
É estranho ser normal, diferente ser tão autêntico sem aquela preocupação de estar infringindo alguma lei imposta por alguém. Mas nela achei. Na doce madrugada, regada a lúdicas reflexões, poetas incompreendidos, a noite fria e o sono do mundo. Enquanto todos dormem, em seu maior estado de paz e descanso total a qualquer adversidade, eu encontro a afirmação que tanto procurava. Aquela que nunca achei. Aquela que ontém procurei. Aquela que agora confirmo sob o luar da noite. O sereno relaxante me fez sentir melhor. Lendo textos complexos e ao mesmo tempos tão claros de Clarice Lispector, descobri quem eu era. Foi na madrugada.
Trancada no quarto, o mundo tridimensional como custumo citar, de todos os adolescentes, pude perceber o valor das coisas. Eu, assim como ela, não me entendo. Entendo todos os valores éticos e sociais que existem, entendo questões econômicas que envolvem a capitalização das maiores potências do mundo, entendo a complexa política de países "problemáticos"... entendo tudo, menos a mim mesma. Mas concordo com Clarice. O não entender, desse modo é um dom. O bom é ser inteligente e não entender. Foi nessa madrugada, que hora me acalma e hora me dá medo. De dia ninguém me deixa escrever, de noite não consiguia entender. Se vivo na madrugada, é somente para a pura beleza das palavras, o doce conheçimento hostil que teima em não querer ser descoberto.
Não entendo nada disso, e acho que vou continuar sem entender. A conclusão dessa teoria foi que realmente descobri quem eu era. Uma pessoa imcompreendida por si mesma. entendeu?

sábado, 13 de novembro de 2010

Um dia no meio da guerra

"Fechei os meus olhos.
O dia já escureceu…a passagem de mais uma bomba deixou um rasto de pó cinzento…fez-me espirrar…fez-me berrar. Já sei que quando ela cair muita gente vai matar.
Não quero ter os olhos abertos, não quero ver quem amo desaparecer, não quero ver sangue a escorrer, não quero ver o meu povo a sofrer. 
Porque estou aqui metido? Não sei o que fazer, provavelmente não sei quantos mais minutos irei viver. 
Não sei o que é sorrir, correr no parque, ver o sol a nascer, nem tão pouco aprender a ler. Sou apenas um obstáculo a abater. 
Alguém que de forma inglória vai morrer. Porque não me deixam viver?

Só se ouvem disparos, a morte a sobrevoar disfarçada em pedaços de pólvora…em balas…
… Que um dia vão-me levar, que um dia vão calar-me, que um dia vão-me apagar os meus sonhos…a minha vida… 

Por isso…fechei os meus olhos… não quero ver a morte chegar…"

(João Filipe Ferreira)


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